domingo, 20 de junho de 2010

Entrevista CLAMP

Esta é a primeira parte de um entrevista com o CLAMP sobre RG Veda e os doujinshis.Créditos ao site Rokudenashi Tsuki por fornecer a entrevista.

"Por ser o trabalho de estreia de um grupo de mangaká, RG Veda foi excepcionalmente longo.
Com pesquisas (feito com leitores) os resultados de vendas dos volumes em cada ocasião ele tinha
obstáculos por ser um trabalho criativo. Depois de superar Clamp conquistou seu primeiro sucesso
em uma publicação profissional.

Para começar, como começou a história de RG Veda em si?

Ohkawa: Quando éramos amadoras e falávamos sobre a criação de um roteiro original e foi quando nós
criamos a base da história. Fizemos uma espécie de livro-resumo apresentando os personagens e o conceito desse mundo. Os editores (de Shinshokan) repararam e nos convidaram para encaminhar a uma publicação profissional.

Por quais razões levaram ao Rig Veda ser o material de referência?

Ohkawa: Como dissemos na entrevista de Magic Knight Rayearth, não sei se dava bem uma fantasia heróica. Não me lembro de nomes ocidentais (risos). Nós pensamos que seria legal algo oriental já que estávamos um pouco mais familiarizadas. Mas também tinha que ser diferente das lendas de ninjas e optamos pela mitologia.
Igarashi: Entre as muitas mitologias que existem no Oriente, nós escolhemos o Rig Veda por influência de Mokona.

Mokona: Como nasci em Kyoto, desde a infância fui em todos os templos muito próximos. E por aquilo então, me apaixonei aquele mundo todo e frequentava muito Sanjusangen-do, um templo em Kyoto. Por
isso eu estava familiarizada com o hinduísmo e o budismo esotérico. Mesmo eu carregava livros que não entendia muito bem, como um entitulado "O Alvorecer da Cultura Hindu" (risos).
Ohkawa: Também levava o Rig Veda, o pedi emprestado e li. Ainda que de algum modo o tomemos como
tema, o que consultamos foi nomes de personagens que apareceriam e a multiplicidade das relações humanas. A história em si resultou completamente distinta.

E houve um grande esforço para encontrar documentação sobre isso?

Ohkawa: Naquela época publicaram um livro chamado Dicionário de Budismo Esotérico e foi uma grande
referência. Era um livro tão espesso que poderia ser usado como uma almofada (risos) e continha ilustrações de todos os tipos. Muitos dos nomes de personagens secundários e objetos foram retirados dele.
Nekoi: Esse livro era da Mokona e provavelmente ainda o tenha.
Mokona: Sim, eu o tenho (risos). Mesmo agora, eu o olho de vez em quando. É um livro que serve de referência para muitas coisas.

Porque o trabalho foi intitulado de Seiden RG Veda?

Ohkawa:  Por que pôr RG Veda em katakana seria difícil de ler. Colocamos "Seiden" (a lenda sagrada) em kanji para ser melhor compreendido, mas nós adicionamos a leitura de "RG Veda". O título que escolhemos de uma forma bastante simples. Além disso, se chamava RG Veda quando o editamos em doujinshi.

Como era a obra quando publicado em doujinshi?

Nekoi: Havia piadas e comédia em abundância, ou melhor, a maior parte da história era de piadas e
só tinha um pouco de seriedade.
Mokona: O número de páginas de um doujinshi é muitas vezes limitado por isso foi mais fácil desenhar cenas com piadas.

O RG Veda que vocês publicaram profissionalmente e o doujinshi tem alguma diferença?

Ohkawa: As linhas são sempre as mesmas. Mas bem diferente nos detalhes. Há cenas que não aparecem
nos doujinshis, mas apareceram nas publicações profissionais, mas também há cenas que não foram incluídas nas publicações profissionais.

Especificamente, em quais aspectos são esses casos?

Ohkawa: Primeiro, o personagem Ashura é muito diferente. Para os doujinshis, Mokona criou um Ashura independente, que não tem a pretensão de entender alguma coisa, por isso é mais impertinente do que publicações profissionais.
Mokona: Impertinente não ... era muito mais detestável.
Ohkawa: Ashura tinha dupla personalidade e sempre mostrou um temperamento violento. No entanto, no doujinshi, como se fosse uma publicação de fãs para se divertir, e pensávamos que apenas a abordagem do trabalho, a teia de personagens ainda não era totalmente coesa. Mokona tampouco nos tinha redatado  escrito a obra original estruturado em condições, mas ela escreveu algumas notas curtas com comentários. Então, quando decidimos editar em uma revista profissional, retomamos uma história e personagens que até então permaneceram em desordem.
Nekoi: A maior diferença nos episódios sobre a história do doujinshi foi a do Deus Kishimo (se realmente existe ou não). Foi a mais longa história que publicamos como amadoras, teve pelo menos sessenta páginas. Mas na postagem original não mostra nada.
Ohkawa: Quando falamos de publicar em uma revista, fomos mostrar os esboços que tínhamos para o doujinshi. Mas eles não gosataram e tivemos que preparar o capítulo "O Fetsival das Estrelas."
Mokona: A parte de Aizenmyou também é bastante diferente no conteúdo da publicação profissional. O
resultado é o mesmo, mas o desenvolvimento do que acontece após o aparecimento do Rasetsu tem nada
a ver.
Ohkawa: O que difere é que o doujinshi não se dá o que acontece após o aparecimento do Rasetsu.

Aparecia a história de Rasetsu?

Ohkawa: Sim, tinha uma história de Rasetsu, mas o conteúdo era bem diferente.
Mokona: Não tinha uma esposa tão linda (risos). Apesar de suas diferenças com seu irmão mais velho
seriam os mesmos.
Ohkawa: Igual a história de Karyoubinga, certo?
Mokona: Que também estava nos doujinshis. O general Taishakuten seqüestrado sua irmã mais nova e
estava tudo bem até assassiná-la, mas as medidas tomadas por Karla Oh depois que são bastante
diferentes. Na publicação profissional está preocupada com o clã, mas a versão doujinshi não
mostra a mesma preocupação e se liga diretamente à causa de Yasha Oh.
Ohkawa: Muitos mais episódios dos quais pensamos foram descartados. Em seguida, os desempenhos dos
distintas interpretações foram mudadas sutilmente ao desenvolvimento. Os doujinshis também têm esses elementos que são interessantes, mas o que prevaleceu foi a coesão conjunta de resultados."

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